Guia sobre auxílio-acidente

Auxílio-acidente após acidente de trabalho

Quando um acidente de trabalho deixa sequela permanente que reduz a capacidade para a atividade habitual, o auxílio-acidente pode entrar em análise. CAT e B91 são documentos importantes em muitos casos, mas a prova não se resume a eles.

O que muda quando é acidente de trabalho

Além do benefício previdenciário, acidentes do trabalho podem envolver elementos próprios, como Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), análise do nexo com a atividade e histórico de benefício acidentário. Para o auxílio-acidente, continua sendo essencial demonstrar a sequela permanente e seu impacto no labor habitual.

A CAT é obrigatória para existir direito?

A CAT é um documento relevante para registrar o acidente e pode fortalecer a prova do nexo ocupacional. A ausência do documento, porém, não deve ser analisada isoladamente: prontuários, registros da empresa, testemunhos, boletim de ocorrência, exames e outros elementos podem integrar o conjunto probatório.

E se houve B91 ou B31?

O código do benefício anterior ajuda a entender como o INSS enquadrou o afastamento. Ter recebido benefício temporário, seja ele identificado como acidentário ou comum, não substitui a análise atual da sequela e do nexo.

Depois da alta: se o tratamento terminou, mas a capacidade para a função habitual não voltou ao mesmo nível, vale documentar exatamente o que permaneceu limitado.

Como demonstrar a sequela

Relatórios médicos são mais úteis quando descrevem função e não apenas diagnóstico: amplitude de movimento, estabilidade, força, limitação para carga, marcha, posição prolongada, precisão manual ou outras funções relevantes para a profissão.

Documentos úteis

  • CAT, quando existente;
  • prontuário e exames do acidente;
  • laudos médicos atuais;
  • carta de concessão/cessação de B91 ou B31;
  • CTPS, CNIS e descrição das tarefas;
  • PPP ou documentos ocupacionais, quando pertinentes;
  • registros de cirurgia e reabilitação.

E doenças do trabalho?

Doenças ocupacionais podem exigir análise do nexo entre a condição e o trabalho. Em casos como lesões por esforço repetitivo ou outras doenças relacionadas à atividade, é especialmente importante separar diagnóstico, exposição ocupacional e limitação funcional permanente.

GF
Revisão jurídica: Gilberto Ferreira MendesAdvogado · OAB/MG 206.745 · Mendes Ferreira Advocacia

Fontes oficiais: INSS, Lei 8.213/91, art. 86, STJ Tema 862 e STJ Tema 416.

Seu caso tem detalhes próprios. Este conteúdo é informativo. Se quiser, organize acidente, profissão e sequela e leve essas informações para análise do escritório.

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