Diagnóstico não é o mesmo que redução funcional
Um exame pode confirmar fratura, lesão ligamentar, perda de mobilidade ou alteração sensorial. Para o auxílio-acidente, porém, a documentação precisa ser lida junto das exigências do trabalho habitual. A mesma sequela pode produzir efeitos diferentes em profissões diferentes.
Joelho, perna e quadril
Instabilidade, perda de flexão, dor ao agachar, dificuldade para subir escadas ou permanecer em pé podem ter relevância em atividades com deslocamento, carga, agachamento ou permanência prolongada em ortostatismo.
Ombro, braço, mão e dedos
Redução de força, amplitude, pinça, sensibilidade ou precisão pode repercutir em tarefas manuais, repetitivas, operação de ferramentas, direção, digitação ou manipulação de peças.
Pé e tornozelo
Alterações de apoio, equilíbrio e marcha podem interferir em deslocamentos, trabalho em pé, uso de escadas, atividades de campo e tarefas que exigem segurança postural.
Coluna
A análise deve separar diagnóstico de limitação funcional. Quando existe sequela associada a acidente, interessa demonstrar quais movimentos, posturas, cargas ou períodos prolongados se tornaram mais difíceis.
Visão e audição
Alterações permanentes podem repercutir em direção, leitura, percepção de detalhes, comunicação e segurança. O impacto deve ser ligado às tarefas reais da ocupação.
Como descrever a sequela de forma útil
Em vez de relatar apenas “dor” ou citar o CID, explique movimentos perdidos, necessidade de pausas, esforço maior, adaptação, ajuda de terceiros ou tarefas que deixaram de ser executadas como antes.
Use a triagem para organizar acidente, vínculo, sequela e região afetada antes do contato.
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