Antes da perícia: monte uma linha do tempo
Organize data do acidente, tratamento, cirurgias, afastamentos, benefício anterior, alta e momento em que ficou evidente a limitação permanente. Uma sequência coerente facilita a compreensão do caso.
Leve documentos que conversem entre si
Laudos, exames, relatórios de fisioterapia, prontuários, alta médica e documentos do acidente têm funções diferentes. O conjunto costuma ser mais útil do que um documento isolado.
Explique sua profissão de forma concreta
Não basta informar o cargo. Descreva tarefas: peso transportado, movimentos repetidos, tempo em pé, direção, uso de escadas, ferramentas, agachamento, alcance acima da cabeça ou precisão manual.
Descreva o que mudou depois da sequela
Relate apenas o que é verdadeiro e observável: perda de amplitude, força, estabilidade, sensibilidade, necessidade de pausa, adaptação ou esforço maior. Exemplos específicos ajudam mais que adjetivos genéricos.
Exame alterado não substitui impacto profissional
Um achado de imagem pode confirmar a condição, mas a análise funcional depende de entender como a alteração se manifesta nas tarefas habituais.
Depois da perícia
Se houver decisão desfavorável, vale identificar o fundamento, comparar com os documentos e verificar se a discussão envolve sequela, redução de capacidade, vínculo previdenciário ou outro requisito.
Use a triagem para organizar acidente, vínculo, sequela e região afetada antes do contato.
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