Guia pilar · perícia

Perícia do auxílio-acidente: transforme diagnóstico em informação funcional.

A perícia precisa compreender a lesão, a sequela e principalmente a relação entre a limitação permanente e o trabalho que a pessoa exercia habitualmente.

Antes da perícia: monte uma linha do tempo

Organize data do acidente, tratamento, cirurgias, afastamentos, benefício anterior, alta e momento em que ficou evidente a limitação permanente. Uma sequência coerente facilita a compreensão do caso.

Leve documentos que conversem entre si

Laudos, exames, relatórios de fisioterapia, prontuários, alta médica e documentos do acidente têm funções diferentes. O conjunto costuma ser mais útil do que um documento isolado.

Explique sua profissão de forma concreta

Não basta informar o cargo. Descreva tarefas: peso transportado, movimentos repetidos, tempo em pé, direção, uso de escadas, ferramentas, agachamento, alcance acima da cabeça ou precisão manual.

Descreva o que mudou depois da sequela

Relate apenas o que é verdadeiro e observável: perda de amplitude, força, estabilidade, sensibilidade, necessidade de pausa, adaptação ou esforço maior. Exemplos específicos ajudam mais que adjetivos genéricos.

Exame alterado não substitui impacto profissional

Um achado de imagem pode confirmar a condição, mas a análise funcional depende de entender como a alteração se manifesta nas tarefas habituais.

Depois da perícia

Se houver decisão desfavorável, vale identificar o fundamento, comparar com os documentos e verificar se a discussão envolve sequela, redução de capacidade, vínculo previdenciário ou outro requisito.

Perguntas frequentes
Posso levar exames antigos?

Sim. Documentos antigos podem ajudar a reconstruir a evolução do acidente, desde que sejam pertinentes ao caso e interpretados no contexto atual.

Preciso exagerar a dor para ser entendido?

Não. A informação deve ser fiel. Explique limitações concretas e exemplos da rotina, sem aumentar ou minimizar o que realmente acontece.

O perito precisa conhecer minha profissão?

A relação entre sequela e trabalho habitual é central para a análise, por isso a descrição das tarefas reais é relevante.

GF
Gilberto Ferreira MendesAdvogado previdenciarista · OAB/MG 206.745 · OAB/RS 139.964A · OAB/SP 552.905
Quer aplicar este guia ao seu caso?

Use a triagem para organizar acidente, vínculo, sequela e região afetada antes do contato.

Fazer triagem →